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sexta-feira, 9 de março de 2012

As 10 maiores empresas de Defesa do mundo

Os verdadeiros senhores da guerra
A Stockholm International Peace Research Institute (Sipri) divulgou a lista das 100 maiores empresas do setor de Defesa no mundo. O estudo se baseia em dados de 2010. Naquele ano, essas 100 empresas venderam 411,1 bilhões de dólares em armamentos – cerca de 1% a mais, em termos reais, que no ano anterior. Segundo a Sipri, trata-se de um setor extremamente concentrado. Os dez maiores grupos concentram 56% das vendas, ou cerca de 230 bilhões de dólares. O foco da Sipri, que tem parte de seus custos bancados pelo governo sueco, é mapear zonas de conflito e a indústria bélica.
Lockheed Martin



A americana Lockheed Martin é a maior empresa de armamentos do mundo. Em 2010, suas vendas totais somaram 45,803 bilhões de dólares. O setor de Defesa representou 35,73 bilhões de dólares em vendas, ou quase 7% mais que no ano anterior. A empresa também atua no setor aeroespacial e de aviação, entre outros. Na área de Defesa, uma de suas especialidades são os caças e aviões militares, como o F-22 Raptor da foto.

BAE Systems

A britânica BAE Systems é a segunda maior empresa do mundo no setor de Defesa, além de atuar também em aviação, tecnologia aeroespacial e segurança. Em 2010, a indústria bélica rendeu vendas de 32,880 bilhões de dólares à empresa, ou 95% de seu faturamento total. Entre os principais projetos dos quais a empresa participou, está o desenvolvimento de caças como o F-35 Lightning II e o Eurofighter Typhoon.

Boeing



A americana Boeing é a terceira maior do setor, segundo a Sipri. Embora seu lado mais conhecido seja o da aviação comercial, brigando pela liderança desse mercado com a europeia Airbus, a Boeing também atua fortemente no desenvolvimento de caças, aviões militares, sistemas eletrônicos, mísseis e tecnologia aeroespacial. É da Boeing, por exemplo, um dos aviões militares mais originais dos últimos tempos, o B-2 Spirit, com seu jeitão de disco-voador. Em 2010, as vendas militares da Boeing somaram 31,360 bilhões de dólares, ou 49% de seu faturamento total.

Northrop Grummam



Criada em 1994 a partir da fusão das empresas que formam o seu nome, a Northrop Grummam é a quarta maior empresa do setor. Americana, a companhia faturou 28,150 bilhões de dólares em 2010 com a venda de artigos militares, como aviões, sistemas e navios de guerra. A cifra representou 81% de seu faturamento total. Uma área em que a empresa vem apostando é a dos drones, aviões militares não tripulados para missões de espionagem e ataque. O da foto é o Block 30 Global Hawk.

General Dynamics
A também americana General Dynamics é outra que se destaca no ranking da Sipri, ocupando o quinto lugar. Em 2010, suas vendas de equipamentos militares somaram 23,940 bilhões de dólares, ou 74% de tudo o que faturou. Seu portfólio é composto por equipamentos de artilharia, veículos militares, munição, sistemas eletrônicos e armas de pequeno porte.


Raytheon



Outra americana no ranking do Sipri: a Raytheon, que surge em sexto lugar. No ano retrasado, pouco mais de 90% das vendas, ou 22,980 bilhões de dólares, veio do setor de armamentos. A empresa é especializada em sistemas eletrônicos e mísseis.

EADS


A europeia EADS é uma das donas da Airbus, mas também tem forte atuação no setor militar. Em 2010, 16,360 bilhões de dólares, ou 27% de suas vendas totais, vieram do mercado de Defesa. Em seu portfólio, estão o desenvolvimento de aviões militares, sistemas eletrônicos, mísseis e tecnologia aeroespacial.

Finmeccanica


A Itália também está representada no ranking das maiores empresas bélicas do mundo, com a Finmeccanica. Em 2010, a companhia faturou 14,410 bilhões de dólares com vendas para o setor de Defesa. A cifra a colocou na oitava posição da lista da Sipri, e representou 58% de seu faturamento total. A empresa desenvolve diversos artefatos militares, como mísseis, veículos blindados e munição.

L-3 Communications

A L-3 Communications é uma das gigantes mundiais do setor de Defesa. Em 2010, essa empresa americana faturou 13,070 bilhões de dólares com contratos militares, o equivalente a 93% de sua receita. A companhia desenvolve sistemas eletrônicos para uso militar, além de prestar diversos serviços para as Forças Armadas. Não julgue o estande modesto dessa feira – ela é a nona maior do setor.

United Technologies


 A décima empresa da lista da Sipri é a americana United Technologies. Em 2010, a empresa faturou 11,410 bilhões de dólares com o mercado de Defesa, para o qual fornece aeronaves, sistemas eletrônicos e motores para veículos blindados. O montante representou 21% de suas receitas.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Conheça 10 aviões elétricos na vanguarda das aeronaves verdes

Aviões elétricos, ou aeronaves verdes, tornaram-se mais comuns nos últimos tempos, recebendo incentivos de inúmeros governos e empresas para pesquisa avançada em aeronáutica. Mas essa forma amigável de avião ecologicamente correto já tem uma longa história, que começou há mais de um século, com o dirigível La France, em 1883, e estendeu-se até o século XX com projetos do alcance do Gossamer Penguin.

Conheça aqui as 10 aeronaves elétricas mais modernas que existem e que estão abrindo os caminhos da aviação do século XXI.

Boeing-FCD Project


Desenvolvido pela empresa Phantom Works, o Boeing-FCD Project (Demonstrador de Célula de Combustível) é um protótipo da tecnologia que tem o objetivo de desenvolver células de combustível que geram energia elétrica. Esse avião elétrico utiliza um motor Diamond HK-36 Super Dimona e voou pela primeira vez em fevereiro de 2008. Inglaterra e empresas espanholas são parceiras da Boeing no projeto FCD.

Spy Spark


Um projeto conjunto entre a empresa DigiSky e a Universidade Politécnica de Berlin, o Spy Spark é um avião com motor elétrico alimentado por baterias de polímero de lítio. Em 12 de junho de 2009, a Spy Spark voou para o livro dos recordes, tornando-se a aeronave elétrica tripulada mais rápida do mundo.

Colomban Cri-Cri


O Colomban Cri-Cri foi projetado na década de 1970 e é a menor aeronave bimotor tripulada do mundo. Mas em 2010 a Empresa Aeroespacial Européia fez com que esse avião ultraleve ressurgisse com quatro motores elétricos. Alimentados por baterias de lítio, o Cri-Cri (abreviação de cricket) pode voar por 30 minutos, ou fazer 15 minutos de acrobacias com uma taxa de subida de mil pés por minuto. Esse protótipo de baixo custo apoia as pesquisas da Empresa Aeroespacial Européia em propulsão híbrida para helicópteros.

ElectraFlyer


Equipado com uma bateria de polímero de lítio, o ElectraFlyer pode permanecer no ar até duas horas. O carregamento da bateria demora cerca de cinco horas em uma tomada de 120 volts padrão. Esse tempo pode ser reduzido para duas horas, utilizando-se uma tomada de 240 volts. A aeronave pode conter acessórios, como para-quedas, e o seu peso total chega a apenas 112,94 quilos.

Sonex Aircraft


Em 2007, a Sonex Aircraft anunciou uma série de iniciativas em energia alternativa, incluindo o desenvolvimento de uma aeronave elétrica. A aeronave voou pela primeira vez em 2010, alimentada por baterias de polímero lítio que fazem o motor elétrico funcionar. A Sonex pode voar por uma hora em baixa velocidade e gerir 15 minutos de acrobacias.

Yuneec International E430


O Yuneec International E430 é considerado no mercado americano um avião de construção caseira. Ele funciona com 3, 4 ou 5 baterias com vida útil de 1500 horas a um custo de 7 mil dólares cada. Essa aeronave pode ficar até duas horas voando, e a sua produção pode custar 89 mil dólares.

Flightstar e-Spyder


Desenvolvido pela empresa Sportplanes Flighstar em cooperação com Yuneec, o Flightstar e-Spyder é uma versão elétrica do ultraleve Spyder. Alimentado por um motor elétrico de 20 KW e uma bateria de lítio, essa aeronave tem autonomia de voo de 40 minutos. Exibido pela primeira vez em 2009, o Flighstar custa 25 mil dólares.

Lange Antares 20E


O Lange Antares é alimentado por motor elétrico de 42 KW e baterias de lítio, e pode subir a quase 10 mil pés, funcionando como um planador convencional após o lançamento. Cinquenta aeronaves desse tipo foram produzidas a partir de janeiro de 2010.

PC-Aero Elektra One

O voo inaugurou da aeronave PC-Aero Elektra One aconteceu no início de 2011. Alimentado por um motor elétrico de 16 KW, o One Elektra pode chegar a 160,93 Km/h e autonomia de voo de 3 horas. O avião alemão já ganhou cobiçados prêmios na aviação.

Sunseeker II

Originalmente construído em 2002, o Sunseeker II é uma atualização de um avião movido à energia solar que voou pela primeira vez na década de 1990. Equipado com um motor mais potente e asas maiores, foi o único avião tripulado movido à energia solar em condições de voar a partir de 2008, e o primeiro a atravessar os Alpes, em 2009. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O primeiro jato comercial francês




Fuselagem projetada na Inglaterra, motores norte-americanos ou ingleses e fabricante estatal em vias de ser novamente privatizado, o Caravelle foi o que pode ser chamado de mistura feliz e tinha tudo para fazer um sucesso ainda maior, não fosse uma concorrência internacional pesada. Só 282 (contando os dois protótipos) foram construídos. Foi no início dos anos 1960 que a indústria Constructions Aeronautiques du Sud-Est sugeriu ao governo o projeto de uma aeronave comercial, designada X-210, e pediu fi nanciamento para desenvolvê-lo. Seus engenheiros raciocinaram corretamente que a propulsão a jato tinha chegado para ficar, como demonstravam o inglês Comet e os norte-americanos Boeing 707 e 727.  Também julgaram que de nada valia tentar concorrer com britânicos e americanos nos voos de longa duração. Melhor seria oferecer um avião capaz de cruzar acima dos 700 km/h, confortável e econômico para viagens curtas de até 1 900 km, com 55 a 65 passageiros a bordo. Assim foi desenvolvido o projeto X-210 que, originalmente, seria impulsionado por três motores nacionais Atar, de 27,7 kN (6 000 lbf) de empuxo cada. Porém o Atar ainda estava em fase de desenvolvimento e tinha sido projetado para caças, um tipo de aeronave na qual o desempenho é mais importante do que a economia. O Comitê de Material Civil aprovou o projeto, mas optou pelo uso de dois motores ingleses Rolls-Royce Avon, de 40 kN (9 000 lbf) de empuxo. A França tinha verbas limitadas e precisava ganhar tempo. Por isso, optou-se pela compra, na inglesa De Havilland, do projeto (pronto) da fuselagem do Comet, recém-saída de um longo programa de ensaios para corrigir os problemas do estudo original e, assim, com uma fuselagem e dois motores britânicos, nasceu o SE.210 Caravelle francês.



A construção do protótipo começou no fim de 1952 e fez seu voo inaugural no dia 27 de maio de 1955. Nos 11 meses seguintes, o F-WHHH completou 411 horas de ensaio em 173 voos, até receber a homologação francesa. A norte-americana foi conseguida poucas semanas depois. A Air France começou a usá-lo em maio de 1956.  O projeto tinha então evoluído para um bimotor com dois motores Rolls-Royce Avon RA-26, de 45,4 kN (10 000 lbf) de empuxo e capacidade para 70 passageiros. Era 5 000 kg mais pesado na decolagem que o protótipo. Cruzava acima de 720 km/h a uma altitude de 11 000 m. Era o início de uma carreira de sucesso que, entre outras coisas, resultou na fusão da estatal Sud-Est com a sua rival Sud-Ouest para formar a Sud Aviation, em março de 1957. O sucesso levou o fabricante francês a lançar novas versões, como o Caravelle 1A e o Caravelle III, surgido em 1960, com fuselagem modificada, maior capacidade e dois motores norte-americanos General Electric GE CJ806-23C, com 71,7 kN (16 100 lbf) de empuxo. Nessa época, o Caravelle transportava mais de 80 passageiros, a 780 km/h e seu alcance tinha crescido quase 20%. Mas a tecnologia aeronáutica evolui e o desenho já começava a mostrar sinais de velhice diante de outros modelos mais modernos. Para compensar isso, a Sud Aviation lançou duas novas versões, designadas Caravelle Horizon, impulsionadas, respectivamente, por turbofans norte-americanos General Electric CJ805-23C e Pratt & Whitney JT8D-1, com reversores embutidos. Designado também Super Caravelle o avião renovado voou, pela primeira vez, dia 3 de março de 1964 e podia levar até 94 passageiros a 830 Km/h. Na verdade, o desenho era tão bom que a Douglas acertou com a Sud Aviation o direito de comercializar o avião nos EUA e projetou outro modelo, ainda maior, para 128 passageiros, que voou em 1970 e foi encomendado pelas companhias Sterling, da Dinamarca, e Air Inter, francesa. Mas era o fi m da linha. Embora bem-sucedido, o Caravelle não era imortal e a sua produção terminou em 1973, após 18 anos de serviço. Substituído por outros jatos mais modernos na frota das companhias maiores, o Caravelle continuou voando, ainda por muito tempo, em empresas de menor importância. Os 23 registrados nos Estados Unidos (20 deles na United) voaram até 1970, somando 331 000 horas de serviço. No resto do mundo, havia ainda 18 operando no fim dos anos 1980. No total, 12 Caravelle voaram com matrículas brasileiras. A primeira empresa a adotá-los foi a Varig, em 1959, com os exemplares PP-VJC, VJD e VJI. Posteriormente, a VARIG absorveu os Caravelle remanescentes da Panair do Brasil, que chegou a operar com quatro (PP-PDU, PDV, PDX e PDZ), um deles para repor uma perda operacional. Esses aviões foram batizados com nomes de famosos bandeirantes, como “Antão Leme da Silva”, “Domingos Rodrigues de Carvalho”, “Fernando de Camargo” e “Francisco Dias de Ávila”. A Cruzeiro do Sul utilizou os PP-CIA, CIB, CIC e CID. O último foi o PP-DUW, usado pelas empresas LASA – Engenharia e Prospecções S/A e Cruzeiro Aerofoto para fazer levantamentos aerofotogramétricos e sensoriais na região amazônica, no Projeto Radam. A Sud Aviation chegou a pintar um Caravelle VI-R com as cores da Vasp, mas essa venda nunca foi concretizada.
02-01-2012

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Os 10 aeroportos mais amados do mundo

Por mais estranho e subjetivo que isso possa parecer, pelo menos os seguintes aeroportos inspiraram um pouco de afeto por suas várias incríveis características. Confira:

 10 – Auckland Airport, Auckland, Nova Zelândia

Um primeiro lugar no prêmio “Skytrax World Airport Award” para a região Austrália/Pacífico é razão para comemorar quando não há muita concorrência por lá? A resposta é sim. Tal como o seu time de rugby, a capacidade misteriosa da Nova Zelândia de superar lugares muito maiores se aplica também a sua aviação. A última renovação de Auckland deu vida nova ao seu terminal internacional, que oferece um sistema de bordo rápido e uma premiada reforma de imóveis comerciais, que inclui várias opções de refeições e uma nova lista de varejistas, incluindo lojas da Apple e MAC. Depois, há o fator amigável. Em um aeroporto que suporta mais de 20 operadoras internacionais, os clientes, quando perguntam ao pessoal do aeroporto por direções, são inclusive levados ao local em questão, com observou um passageiro.

9 – Montevideo Carrasco, Montevidéu, Uruguai
Encontrar contentamento em praticamente qualquer aeroporto nas Américas geralmente depende principalmente do livro e/ou bebida que você tem na mão. Uma das poucas exceções a esta regra está no Uruguai, que acumula o tipo de entusiasmo que passageiros de outros aeroportos americanos não tem. “Este aeroporto é incrivelmente belo e eficiente”, escreve um passageiro no site airlinequality.com. “Arquitetura atraente, muito espaçoso, limpo, luminoso. Bom check-in, segurança e controle de imigração”, diz outro. “Experimente o pequeno café perto do Portão 8, com um terraço ao ar livre!”. Pessoas passando por Montevidéu acham o aeroporto elegante, graças a reforma de milhões de dólares que foi concluída dois anos atrás. As comodidades incluem um restaurante de serviço completo e terceiro andar com um mirante com vistas ensolaradas que, felizmente, não atingem Garulhos nem mesmo em um dia muito claro.

8 – Victoria International, Victoria, Canadá
Esse pequeno aeroporto do Canadá ganhou seu lugar nessa lista por uma reputação de eficiência, facilidade e cordialidade, juntamente com algumas peculiaridades que nenhum outro aeroporto do mundo jamais se preocupou em pensar. Como, por exemplo, hospedar exibições especiais ou revelar uma ciclovia de 2,5 quilômetros em torno do perímetro. Aninhado em uma península cênica na Ilha de Vancouver cerca de 20 minutos do centro de Victoria, e um passeio de ferry do continente British Columbia, Victoria “Internacional” (o apelido deriva de conexões para Seattle e São Francisco) lida com bem mais de um milhão de passageiros domésticos e dos EUA anualmente, o que é muito para um terminal com nove portões, três carrosséis de bagagem e um átrio acolhedor.

7 – Zurich Airport, Zurique, Suíça
Ok, talvez nem todo mundo ame o maior aeroporto da Suíça quando ficam espremidos no trecho do portão ao terminal, são interrogados por um agente de segurança ou pagam uma fortuna por um sanduíche insignificante. Mas é um passeio de trem rápido, a segurança está apenas fazendo seu trabalho e você poderia comer o seu almoço em outro lugar. Zurique continua a oferecer o tipo de experiência impecável e bem administrada que os passageiros percebem que amam quando passam muito mais dificuldade em outro aeroporto. Projetos de expansão recentes, renovações e multidões crescentes podem ter dificultado a eficiência do aeroporto, mas os projetos aqui – como novos terminais, plataformas de observação, uma área infantil – chegam realmente a ser feitos. Do aeroporto, há poucos melhores sistemas de trem ligando os passageiros para o resto da Europa. E ele é decorado com o maior número de prêmios sugeridos por consumidores, como o primeiro lugar no World Travel Awards desse ano, primeiro lugar da Europa e segundo do mundo no Business Traveller Awards do ano passado e terceiro lugar na Europa no 2010 Consumer Awards.

6 – Tampa International, Tampa, Estados Unidos
Aeroportos americanos de médio porte tendem a ser melhores que os grandes, como o de Los Angeles ou Miami. Lugares como Portland, Oregon, Milwaukee, Wisconsin, Hartford, Connecticut e Detroit podem ganhar alguma apreciação do público, assim como os aeroportos de Honolulu e Maui (que apesar do alto percentual de viajantes, só por ser um aeroporto havaiano já tem uma vantagem injusta). Mas Tampa bate todos os outros candidatos: frequente vencedor do prêmio universal Global Airport Efficiency Award, e segundo melhor aeroporto do mundo, esse “pequeno” aeroporto tem sempre em mente a satisfação do cliente. Viajantes que passam por Tampa adoram a sua eficiência, projeto elétrico que liga seus portões distantes e pessoal amigável (diferente dos mal-humorados de Orlando), bem como lojas de bom gosto, boutiques e restaurantes interessantes. A única desvantagem é que nenhuma grande companhia aérea optou por fazer deste lugar o seu ponto central.

5 – Ushuaia-Malvinas Argentinas International, Tierra del Fuego, Argentina
O mundo é pontilhado com terminais aéreos no meio do nada, seduzindo passageiros com sua paisagem natural selvagem de arrepiar os cabelos e 50 metros de pistas e equipes de bagagem com adolescentes espinhentos. Mas o moderno aeroporto de estilo chalé situado nos arredores de Ushaia, entre as montanhas Marcial e o Canal de Beagle, no aeroporto internacional mais ao sul do mundo na cidade mais austral do mundo é uma inspiração para o futuro. O interior de madeira com vigas amplas faz você se sentir em um balcão de aluguel de botas de esqui, mas não há um. O salão, entretanto, é bastante agradável, tem bar, Wi-Fi e lojas “duty free” respeitáveis. Nada mau para um posto que serve principalmente como porta de entrada para a Patagônia, a Antártida e as Ilhas Malvinas. E sua chegada é tão dramática quanto pode: conforme desce o avião, você tem uma vista dos Andes antes de rolar para um arquipélago acidentado na ponta habitável do planeta.

4 – Munich Airport, Munique, Alemanha
Agora que a segunda base da Lufthansa (depois da maior, mais ocupada, muito menos amada Frankfurt) tem crescido rapidamente para se tornar um grande aeroporto internacional, poderia facilmente sucumbir ao estresse de outros pontos centrais europeus – como Amsterdã e Copenhagen. Mas até agora, tudo bem. O aeroporto de Munique reformado está mais jovem, mais fresco e melhor organizado do que outros do planeta. Base para Lufthansa e membros da Star Alliance, é organizado em torno de uma praça central brilhante. Com um shopping arejado e uma área de recreação, o Munich Airport Centre é facilmente acessível a todos os passageiros. A “hospitalidade bávara” significa que este é um dos poucos aeroportos em ambos os lados do Atlântico onde um passageiro pode desfrutar de chá e café gratuito, ou sentar-se para esperar um voo atrasado tomando uma cerveja digna de uma cidade universitária.

3 – Seoul Incheon, em Seul, Coréia do Sul
O jovem aeroporto da Coréia do Sul continua a surpreender os passageiros com seus salões luminosos e arejados, o seu terminal de trem futurista, seus jardins incríveis e sua variedade impressionante de comodidades que incluem camarotes privados, chuveiros, instalações 24 horas de spa, salões de internet, campo de golfe e uma pista de patinação no gelo. Isso tudo porque a maioria das pessoas não quer ficar dentro do aeroporto, e sim usá-lo para chegar em algum outro lugar o mais rápido e indolor possível. Coroado como o melhor aeroporto do mundo no relatório anual de pesquisa baseada em clientes Airport Service Quality Awards, o ICN é um dos únicos três do mundo com uma completa avaliação de cinco estrelas Skytrax – juntamente com os próximos dois aeroportos desta lista. Porque Seul é o número três? Traga o Cirque du Soleil aqui e veremos como fica no próximo ano. Nesse meio tempo, confira os tradicionais espetáculos de música coreana ou shows acrobáticos no palco aberto do primeiro andar. E não se esqueça de passar pelo Museu da Cultura da Coreia. “Foi bom ver várias experiências culturais colocadas ao redor do terminal”, escreveu um passageiro no airlinequality.com. “Quantos de nós não passam por um aeroporto e não aprendem nada do país em que estão?”.

2 – Singapore Changi, Singapura

Existe melhor elogio para um aeroporto do que os viajantes rotineiramente se programarem para ficar mais tempo nele apenas para se divertir e aliviar o estresse? Esse aeroporto impecável, organizado e abastecido com conveniências recebe prêmios todo ano. É cheio de locais com piscinas, banheiras de hidromassagem e mesas de massagem, salas de oração e bares, zonas de jogo LAN e cinemas, lagos de carpas e jardins de borboletas. Os interiores maciços de Changi podem exigir algumas caminhadas – nas esteiras rolantes ou trens de transporte – entre portões distantes ou entre os terminais, mas nada comparado a dor de cabeça de outros aeroportos. Acima de tudo, é o fator conforto que é mais apreciado pelos passageiros que gravitam entre salões de relaxamento ou, em caso de emergência, cadeiras reclináveis com descanso e TVs tela plana espalhadas pelo chão do terminal. Com base em seus quatro critérios – conforto, conveniência, limpeza e serviço ao cliente – “Dormir em Aeroportos” concedeu ao aeroporto seu prêmio Golden Pillow Award por 15 anos consecutivos.

1 – Hong Kong International, Hong Kong

Hong Kong International está listado como um dos grandes projetos do século 20. Ele faz parte do clube dos 50 milhões de passageiros anuais (compartilhado com apenas 10 outros aeroportos) e é o aeroporto de carga mais movimentado na Terra. Este tipo de pressão pode afundar uma instalação menos inspirada ou preparada, mas não Hong Kong, que tem um plano de reforma para 2030 com obras sendo feitas através das próximas décadas. E o aeroporto continua excelente funcionalmente e um local cinco estrelas. E não apenas para as transportadoras de carga, mas para os passageiros dos mais de 900 voos diários do aeroporto, que tem a oportunidades de jogar golfe, relaxar, comer em excelentes restaurantes, ir ao cinema 4D, usar Wi-Fi ou simplesmente desejar que o “Skytrax World Airport of the Year” possa ser replicado em Londres, Paris, Nova York, ou qualquer outro lugar fora da Ásia. Considerado um dos aeroportos mais acessíveis em operação hoje, o aeroporto tem um serviço de trem expresso de/para o centro da cidade que oferece check-in remoto e reinventou o quão simples deve ser para chegar ou sair de um aeroporto no futuro. Isso é, se você quiser sair dele.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aviões do futuro - Veja como serão os modelos em até 50 anos

Viajar num avião que bate as asas ou nadar numa espécie de disco voador poderá ser uma realidade nos próximos 50 anos. Pesquisadores em todo o mundo trabalham para revolucionar a aviação, reduzindo a poluição e melhorando a qualidade e a segurança das viagens. Conheça alguns modelos futuristas.

A Airbus avalia a possibilidade de trocar os atuais materiais com os quais se constroem as cabines dos aviões para substituí-los por outros, biodegradáveis
O protótipo de avião movido a energia solar, da Nasa, é todo coberto com placas para capturar a luz do Sol. Ele moveria as asas, assim como um pássaro
A empresa americana Terrafugia pretende lançar comercialmente em cinco anos um "carro-avião", que deverá custar cerca de US$ 250 mil
O "carro-avião" conta com duas asas que são dobradas durante o uso em terra, e os pneus foram desenvolvidos para uso em estradas. O para-brisa é feito de policarbonato no lugar dos vidros tradicionais de carros para evitar quebra em possíveis colisões com aves
Uma equipe de engenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos EUA, propõe um avião mais silencioso e eficiente. Um detalhe curioso é a parte superior achatada
Este protótipo de avião é destinado para apenas uma pessoa e teria um alcance de 50 quilômetros. Apelidado de Puffin, foi desenvolvido pelos engenheiros da Nasa
Pesquisadores holandeses desenvolveram o projeto de um avião que mais parece ter saído de um filme de ficção científica. A aeronave seria capaz de diminuir pela metade a quantidade de gases poluentes liberados pelos aviões atuais
Já imaginou fazer um cruzeiro aéreo? O projeto do Aeroscraft ML866 foi concebido com o objetivo de criar uma opção para viagens de luxo
Um dos protótipos da Nasa que poderia ser fabricado em cerca de 15 anos busca economia de combustível e diminuição de ruídos
Desenvolvido pelo Northrop Grumman, em parceria com a Nasa, o protótipo de avião possui turbinas na parte superior. Segundo os pesquisadores, ele poderia ser fabricado em 2025
Com o objetivo de desenvolver uma linha de aviões maiores, mais rápidos e mais silenciosos, a Boeing desenvolveu este protótipo em parceria com a Nasa
Criar aeronaves que atinjam velocidades supersônicas e não produzam tanto barulho é um dos desafios dos engenheiros da Nasa. O design deste modelo foi criado com o objetivo de diminuir o atrito com o ar
Os testes com o protótipo de avião híbrido desenvolvido pela Nasa devem começar a ocorrer em 2012. O pouco espaço necessário para decolagens e pousos é uma das principais características do modelo Amelia
Com capacidade para transportar mais de 150 passageiros, o protótipo da Boeing poderia utilizar mais de um tipo de combustível
Apropriado para levar grande número de passageiros e mais carga, o protótipo foi desenvolvido por engenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos EUA
O avião elétrico Elektra One, da PC-Aero, não utiliza combustível fóssil. A ideia da empresa é criar um novo modelo de propulsão que também possa ser utilizado em aviões maiores, como os de passageiros
Por ser uma aeronave que voa tão rapidamente quanto um avião, mas com a manobrabilidade de um helicóptero, os fabricantes do Eurocopter X3 o estão chamando de "divisor de águas". Além das hélices horizontais que possibilitam decolagem e pouso verticais, o híbrido tem também duas turbo-hélices montadas em pequenas asas que permitem velocidades acima de 400 quilômetros por hora.
  • BOL 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pan Am e o glamour de voar nos anos 1960




Lá nos anos 1960, quando ninguém precisava enfrentar intermináveis filas de embarque e para passar pela imigração, quando vôos não eram cancelados e atrasados com tamanha frequência e descaso e, principalmente, quando o termo “caos aéreo” dizia respeito, bem, a um verdadeiro desastre aeronáutico, voar de avião tinha todo um outro significado. Naquela época, antes dos blogs de moda e de street style, e antes dos reality shows, a figura de uma it girl eram um pouco diferente dessa que temos hoje. Quem povoava o imaginários das mulheres (que desejavam ser como elas) e dos homens (que desejavam elas), eram meninas com uniformes imaculadamente alinhados, boas maneiras sem igual e toda uma elegância no caminhar e gesticular. Ah, e elas ainda falavam diversas línguas. É esse universo, de quando viajar de avião vinha acompanhado de toda uma atmosfera glamourosa, o foco da nova série da TV americana Pan Am – uma das principais companhias aéreas dos Estados Unidos fundada em 1927, e falida em 1990. Filmada majoritariamente em Nova York – e com um Boing 707, tamanho real, recriado nos mesmos moldes daqueles usados pela companhia na época – a série retrata a vida e dilema das aeromoças e pilotos cujo cotidiano envolvia um dia em Paris, outro em Londres e mais outro em Nova York. No casting, Christina Ricci como protagonista, ao lado de Mike Vogel, Michael Mosley, Margot Robbie, Karine Vanasse e Kelli Garner. E tudo isso embalado por um figurino poderoso, assinado por Ane Crabtree e Chrisi Karvonides-Dushenko que, assim como aconteceu com Mad Men, acompanha o atual clima da moda que vimos nos mais recentes desfiles. Direto dos anos 1960 aparecem os uniformes, tipo tailleur de corte preciso, quase geométricos, porém ressaltando as curvas do corpo feminino. Toda uma elegância, toda uma sofisticação e glamour de uma época em que as mulheres começavam uma série de movimentos de liberação e fortalecimento feminino. Afinal, não é à toa que essas meninas que viajavam o mundo, tornaram-se as mais cobiçadas it-girls daquela década. Por enquanto, Pan Am ainda não tem previsão de estreia no Brasil.





  • Revista Criativa 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

FAB, heroísmo e humilhação em holocausto


Trinta e um de outubro de 1944, “contato companheiros… lancemos o roncar da hélice a girar!” O avião de caça era um P-47/Thunderbolt, para variar de fabricação estrangeira. A nação não produzia como ainda hoje não fabrica as aeronaves de combate para seus aviadores. Mas na cabine, examinando o painel, checando a carga das bombas, vistoriando as metralhadoras, manejando o manche, está um piloto audaz, agressivo, competente, é o seu batismo de fogo nos céus da Itália: esses americanos vão se admirar do que ele pode fazer com suas máquinas aladas de combate! “Vamos filhos altivos dos ares… vamos nuvens e céus enfrentar!” Foram apenas dez dias, é de admirar, voando integrados `as formações de comando norte-americano. No dia 11 de novembro, o 1º Grupo de Aviação de Caça se supera, passando a voar em esquadrilhas constituídas exclusivamente por pilotos da FAB, batendo alvos próprios.

  



De outubro de 1944 a maio de 1945 foram 445 missões de combate. No efetivo de 350 integrantes estavam inclusos os 49 aviadores/pilotos de combate mandados ao Teatro de Operações do Mediterrâneo que, ao final de pouco mais de seis meses em missões de guerra, estavam reduzidos a apenas 23. O filme se assemelha com o que estamos vendo agora com a novela da modernização da Força Aérea: o governo da república, como só em ser, não enviou reposições suficientes para os nossos “ases” abatidos na luta. Todavia, mesmo com a capacidade operacional quase comprometida, nosso aguerrido 1º Grupo de Aviação de Caça continuava a dizer ao que fora, sem diminuir o número de missões diárias, com nossos “falcões” voando em duas e até três missões no mesmo dia. Que os verdadeiros brasileiros se orgulhem, eles verdadeiramente “sentaram a pua”: somente no curto período de 23 dias, de 6 a 29 de abril de 1945, o XXII Comando Aerotático/USA atribuiu oficialmente à nossa Força Aérea Expedicionária nada mais nada menos do que: 15% das viaturas destruídas, 28% das pontes desmanteladas; 36% dos depósitos de combustível danificados e 85% de depósitos de munições atingidos. Sua operacionalidade foi de tal envergadura que o governo americano galardoou o grupo com a “Presidential Unit Citation”, condecoração só concedida às unidades que se distinguiam pelas demonstrações de heroísmo, determinação e espírito de corpo no cumprimento de missões sob extrema dificuldade e condições de perigo. Estamos agora em outubro de 2011, são passados 67 anos, o espírito de corpo de nossos pilotos da caça continua o mesmo. O mesmo sangue frio, a mesma coragem, a admirada agressividade e a reconhecida noção de cumprimento do dever. E não apenas pilotando os jatos, se bem que já capengas e mesmo remendados que a nação lhes destina. Quem assistiu à demonstração da Esquadrilha da Fumaça que o diga. Todos viram, quem foi à parada do “7 de Setembro” em Brasília, era o enceramento do desfile. Extasiadas as crianças e os jovens, maravilhados os adultos, apressadas algumas autoridades em se retirar do palanque presidencial, entediadas. Todavia, aquele drapejar de perícia e de audácia em aviões, deve ser dito, ainda movidos à hélice como o velho P-47 foi de arrepiar o sentimento de brasilidade. Com certeza, nossos rapazes naquele momento eram os mesmos heróis redivivos do veterano 1º Grupo de Aviação de Caça que desceu o “chicote” nos arrogantes soldados nazistas. De qualquer forma, não há como não lamentar: aqueles inigualáveis capitães e tenentes, aviadores entusiasmados, é de pasmar, além de ganharem menos do que os ascensoristas do Congresso Nacional, ainda não estão pilotando os caças de última geração prometidos pela politicalha nacional. Nossos governantes e parlamentares, chega-se às raias da mediocridade irresponsável, estão muito mais preocupados em administrar os dividendos do pré-sal do que, primeiro e muito mais importante, assegurar os meios de defesa compatíveis para garantir ao país a posse de tamanho manancial de riquezas. “Mas se explode o corisco no espaço ou a metralha na guerra a rugir… não nos faz o perigo fugir!” Eles vão estar lá. Nossos pilotos de combate quando chamados, que não se duvide, eles vão estar lá! Assim como aconteceu com os aviadores argentinos nas Malvinas, a maioria deles vai ser sacrificada em seus “caixões voadores”, até que a mesma politicalha infame jogue a toalha colocando a nação de joelhos! Nesta hora, cuidado, eles e seus assemelhados não vão perdoar os maus brasileiros que os traíram!
  • Correio do Brasil

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Veja a diferença da comida das classes econômica e executiva de 11 companhias


Das mãos dos funcionários encapuzados, que montam pratos em série numa cozinha industrial, ao sorriso cordial de uma aeromoça a dez mil metros de altura, a comida de avião percorre grandes distâncias. Para, quase sempre, encontrar mais passageiros de caras fechadas que com água na boca. Acompanhadas pelo indefectível suco de laranja ou por vinhos até bons, as refeições de bordo polarizam discussões na internet, recebem críticas de nutricionistas e são motivo de preocupação nas companhias aéreas, que tentam buscar novidades. Até chefs renomados, donos de coleções de estrelas Michelin, costumam ser convocados para criar cardápios nas classes mais privilegiadas. Enquanto isso, na econômica, um oferta bem mais simples e pouco variada continua desanimando os passageiros em voos intercontinentais. Pelos depoimentos de jornalistas do GLOBO que registraram o que vem servido após à fatídica pergunta “chicken (or beef) or pasta”, agradar aos cerca de 300 comensais a bordo é uma missão difícil, quase impossível.

Para nutricionistas, boa digestão é mais importante que o sabor

A queixa mais comum em relação à comida de avião é que falta sabor. Para os nutricionistas, porém, essa é uma questão menos importante. Os menus deveriam priorizar a fácil digestão para não tornar as longas viagens ainda mais cansativas.

Carne vermelha, ovo, laticínios, frituras e doces costumam ser mais gordurosos que frango e peixe, molho de tomate e frutas, por isso deveriam ser evitados nos cardápios aéreos. Vegetais como brócolis, couve-flor, repolho, cebola crua, pepino, pimentão verde cru, lentilha e ervilha seca também produzem gases, e, assim como refrigerantes e água gaseificada, não são bons companheiros de viagem. Para um melhor sono, mais carboidratos e menos proteínas. Então, se a aeromoça oferecer “chicken or pasta” no jantar, prefira a segunda opção. E torça para que o molho seja de tomate, mais seguro que os cremes à base de queijo. Após a refeição, nada de café, peça chá. Essas são algumas das recomendações feitas pela professora do Instituto de Nutrição da Uerj, Fabiana Bom Kraemer:

"De maneira geral, as empresas costumam ter um controle rigoroso na higiene dos alimentos, mas acho que mais opções poderiam ser oferecidas. Sanduíches com pães integrais, hortaliças cozidas e frutas desidratadas são boas opções. Além disso, uma menor oferta de alimentos ricos em sal e gorduras (amendoins, batatas e biscoitos industrializados) deveria ser considerada", explica. Pessoalmente afetada pela restrição a alimentos com glúten, a nutricionista Patrícia Davidson vê na questão das dietas controladas um ponto crítico do serviço de bordo: "Há inúmeras falhas, mas a principal é a falta de conhecimento dos comissários e alguma desorganização. Às vezes, a companhia oferece o cardápio especial no jantar, mas serve o café da manhã sem as restrições. Já briguei em voos várias vezes por causa disso. Hoje levo o que pretendo comer a bordo". Para quem gosta de beber cerveja ou vinho a bordo, recomenda-se moderação. Além de ter seu efeito potencializado nas alturas, o álcool pode desidratar o corpo, assim como amendoins e salgadinhos. A desidratação é um dos fatores causadores da trombose venosa profunda, doença que pode levar à morte e é provocada pela formação de coágulos no interior das veias, que pode ocorrer durante ou após longos períodos de imobilidade, comuns em viagens internacionais.

Números grandiosos que saem de cozinhas industriais

A queixa mais comum em relação à comida de avião é que falta sabor. Para os nutricionistas, porém, essa é uma questão menos importante. Os menus deveriam priorizar a fácil digestão para não tornar as longas viagens ainda mais cansativas. Carne vermelha, ovo, laticínios, frituras e doces costumam ser mais gordurosos que frango e peixe, molho de tomate e frutas, por isso deveriam ser evitados nos cardápios aéreos. Vegetais como brócolis, couve-flor, repolho, cebola crua, pepino, pimentão verde cru, lentilha e ervilha seca também produzem gases, e, assim como refrigerantes e água gaseificada, não são bons companheiros de viagem. Para um melhor sono, mais carboidratos e menos proteínas. Então, se a aeromoça oferecer “chicken or pasta” no jantar, prefira a segunda opção. E torça para que o molho seja de tomate, mais seguro que os cremes à base de queijo. Após a refeição, nada de café, peça chá. Essas são algumas das recomendações feitas pela professora do Instituto de Nutrição da Uerj, Fabiana Bom Kraemer:

"De maneira geral, as empresas costumam ter um controle rigoroso na higiene dos alimentos, mas acho que mais opções poderiam ser oferecidas. Sanduíches com pães integrais, hortaliças cozidas e frutas desidratadas são boas opções. Além disso, uma menor oferta de alimentos ricos em sal e gorduras (amendoins, batatas e biscoitos industrializados) deveria ser considerada", explica. Pessoalmente afetada pela restrição a alimentos com glúten, a nutricionista Patrícia Davidson vê na questão das dietas controladas um ponto crítico do serviço de bordo: "Há inúmeras falhas, mas a principal é a falta de conhecimento dos comissários e alguma desorganização. Às vezes, a companhia oferece o cardápio especial no jantar, mas serve o café da manhã sem as restrições. Já briguei em voos várias vezes por causa disso. Hoje levo o que pretendo comer a bordo". Para quem gosta de beber cerveja ou vinho a bordo, recomenda-se moderação. Além de ter seu efeito potencializado nas alturas, o álcool pode desidratar o corpo, assim como amendoins e salgadinhos. A desidratação é um dos fatores causadores da trombose venosa profunda, doença que pode levar à morte e é provocada pela formação de coágulos no interior das veias, que pode ocorrer durante ou após longos períodos de imobilidade, comuns em viagens internacionais.

Comida de avião também na rede

Em se tratando de comida de avião, gosto não só se discute como se compartilha na internet. Entusiastas do catering (sim, isso existe) e viajantes em geral alimentam páginas especializadas com fotos de pratos e depoimentos. Além de ver como empresas de todo o mundo servem seus passageiros, a certeza: nem sempre a bandeja do vizinho é mais saborosa.

O Airline Meals ( airline meals.net) foi criado há dez anos por um web designer holandês que viajava com frequência para Istambul. Ao fotografar a comida de bordo turca para mostrar para a mãe, acabou começando o site, que hoje tem mais de 22.500 fotos de refeições servidas em 599 companhias aéreas. O carro-chefe da página são as fotos e os comentários dos internautas, dos mais apaixonados (mesmo que por simples sanduíches) aos mais indignados. Tudo é classificado por classe, tipo de refeição, companhia aérea etc. Há fotos de TAM, Gol e Varig, que aparece também numa categoria sobre refeições das décadas de 1950 a 1980. Outras categorias curiosas completam a página, reunindo, por exemplo, fotos de cardápios e bastidores de empresas de catering e cenas de filmes onde aparece serviço de bordo. O sucesso desse site pioneiro fez surgir seguidores, como o Airplane Food ( airplanefood.net), também com grande acervo alimentado por entusiastas do assunto.

Dos cardápios à la carte ao quinto sabor

Menus assinados por chefs estrelados, cardápios à la carte, chá das 17h e alimentos com “novo” sabor. A competição entre as companhias aéreas faz com que a busca por novidades gastronômicas não pare. A partir do próximo dia 14, os passageiros da classe econômica da KLM poderão pagar para ter cardápios mais elaborados que os servidos normalmente. Serão quatro opções, com entrada, prato principal e sobremesa: comida japonesa, asiática, orgânica e mediterrânea, a 15. Os pedidos poderão ser feitos até 48 horas antes do embarque. A companhia holandesa segue uma tendência que vem ganhando força no mercado americano, principalmente em voos domésticos. A Air Canada oferece cardápio à la carte para voos acima de 90 minutos na América do Norte e Caribe. Por aqui, a Gol já oferece opções à la carte nos voos domésticos.

Já os passageiros da classe executiva da Iberia experimentam o novo cardápio elaborado por quatro chefs espanhóis que juntos têm oito estrelas Michelin. O madrilenho Paco Roncero, o catalão Ramón Freixa, o extremenho Toño Pérez e o andaluz Dani García substituem o premiado Sergi Arola. A proposta é modernizar o cardápio, mantendo o “sotaque” espanhol e influência de diversas partes do país.

Outro chef badalado, o inglês Heston Blumenthal, prestou consultoria à British Airways na implantação de um novo sabor aos cardápios da primeira classe e executiva. Trata-se do umami, considerado o quinto sabor (os outros são salgado, doce, amargo e azedo), que lembra o gosto de peixe. Essa não é a única novidade da companhia. Até o fim do ano, todos os comissários de bordo terão iPads para facilitar o atendimento aos passageiros. E desde o ano passado, a empresa serve na primeira classe um chá da tarde, inspirado no cinco estrelas londrino Dorchester.


Surpresa com musse e café básico

Comida de avião ruim é redundância. Comida de avião, ponto, encerra em si a ideia: é difícil, pelo menos na classe econômica, tragar a massaroca indistinguível que a maioria das companhias insiste em nos enfiar goela abaixo. Daí a quase extasiada surpresa com que desfrutei o jantar num voo 8084 (Rio-Londres), da TAM, no final de maio. Entre as opções de prato principal — frango e macarrão ao sugo — escolhi a segunda. Em vez do já previsível penne de aspecto plástico e seco, encontrei uma massa suculenta e razoavelmente saborosa. Diferentes marcas de cervejas e vinhos foram oferecidas, boa notícia para viajantes habituados à mesquinhez de companhias americanas que cobram por bebidas alcoólicas mesmo em voos internacionais. Mas o ápice da experiência gastronômica a bordo naquela noite foi a sobremesa, uma musse de chocolate que se poderia descrever como deliciosa. Tudo servido com presteza, atenção e amabilidade, mas sem afetação, pelos comissários. Durante a madrugada, um carrinho com bebidas foi deixado à disposição dos passageiros, algo que muitas companhias europeias e asiáticas fazem.

O café da manhã, iniciado cerca de 1h30m antes do pouso, tinha frutas, suco e pão, o básico. Não chegou a me revigorar de todo, depois de uma noite maldormida nas estreitas e não muito confortáveis cadeiras da cabine. Nada que tenha estragado a viagem. Esse papel quase coube ao programa de fidelização da companhia, que levou mais de dois meses para corrigir um erro do despacho no aeroporto e computar corretamente as milhas correspondentes ao trecho. Mas isso já é outra história... (Alessandro Soler)

Brocólis, cenouras e cookies

Nos voos na classe econômica da American Airlines que partem do Rio para Dallas, Miami e Nova York, duas coisas nunca surpreendem: o Boeing 767-300 para pouco mais de 200 passageiros não tem tela de entretenimento individual e a comida, bem, a comida, segue o padrão AA de qualidade. Em maio, no voo Rio-Dallas, o AA 250, as opções para o jantar eram frango com ervilhas ou carne com brócolis, cenouras e cebolas e uma batata com aparência de polenta e consistência de pudim. Sempre escolho pasta, a chance de ser algo comestível é bem maior, mas diante do chicken or beef fiquei com a segunda opção. A apresentação do prato não era nenhuma beleza, como dá para conferir na foto ao lado. Não consegui ir além da primeira garfada da carne alta, mas o brócolis e as cenouras, com um pouco de pimenta, estavam corretos.

A entrada era uma singela salada de alface e tomate, acompanhada de uma minigarrafa de água mineral, cream crackers, queijo cremoso, manteiga e pãozinho gelado — tradição na classe econômica de praticamente todas as companhias aéreas, e não apenas da American. E cookies para sobremesa. O vinho, um cabernet californiano esquecível, custou US$ 7. A empresa não aceita dinheiro em espécie, e o pagamento tem que ser feito com cartão de débito do banco ou cartão de crédito. No dia seguinte, o café da manhã veio com salada de frutas, pão com queijo, suco e café. Fiquei nas frutas e complementei a refeição em uma lanchonete no imenso aeroporto de Dallas/Fort Worth, enquanto aguardava a minha conexão para a Costa Oeste. (Carla Lencastre)

Salvam-se as sobremesas

Pão francês, integral, baguete, ciabatta... Não importa qual tipo seja eleito pela companhia aérea, nem se o sanduíche vem com tomate, queijo prato, cheddar ou suíço. Depois de esquentado e embalado, o sanduíche sempre chega às mesinhas murcho e insosso, como aquele de fast food nos 45 minutos do segundo tempo. Será que servido frio, então, resolveria? Pude constatar empiricamente que não, ao provar o sanduíche da classe econômica da LAN num voo São Paulo-Santiago em junho. Considerando que o voo tem pouco mais de quatro horas, parece razoável que se sirva somente um lanche. Mas se o seu voo era para ser direto do Rio e acabou fazendo escala em São Paulo, como o meu, então você esperaria uma refeição mais consoladora. A recompensa acaba vindo na forma de alfajor e biscoitos de chocolate Havanna — a LAN tem parceria com a marca argentina, então, ao menos as sobremesas estão garantidas.

Outra parceria deliciosa é a da American Airlines com a marca de sorvetes americana Ben & Jerry’s. É irresistível pular as recomendações de nutricionistas à oferta de um sundae com frutas silvestres, caramelo ou calda de chocolate na classe executiva, como fiz num recente voo Rio-Dallas em agosto. O sundae é um sucesso, mas a refeição servida a bordo (quase) chega a ser deliciosa, apesar de não muito leve. A começar pela entrada: misto de nozes quentes com queijo marinado. A seguir, rosetas de salmão defumado com blinis de ervilhas e alcaparras. A salada de folhas e legumes parece surpreendentemente fresca. Para o prato principal, opções de carne vermelha (filé grelhado), peixe (salmão), aves (pato à doré com molho de laranja, meu escolhido) ou vegetariana (lasanha de abobrinha, cenoura e brócolis). Saboroso, mas ainda com notas de comida de avião. (Fernanda Dutra)

Ao menos, um pouco de dignidade

Até que não estava tão ruim o tornedor alto, salpicado de pimenta do reino com um molho da família do madeira e acompanhado de croquetinhos de batatas servido a bordo da executiva da United Airlines, em voo para Washington. Mas, para a categoria, estava abaixo da média. Não que seja possível comer muito bem em aviões, mas há viagens em que podemos nos alimentar, ao menos, com dignidade, e isso significa o mínimo: tempero correto, escolha acertada de ingredientes e um serviço completo, que inclua um pão quentinho, boa manteiga, queijos, salada e uma entrada, além de vinhos de boa qualidade — na executiva e na primeira classe, uma carta consistente é fundamental. Com os preços das passagens nas alturas, como estão, isso é o mínimo que se pode esperar.

Entre as viagens mais recentes que fiz, me chamou a atenção a classe executiva da South African Airways. Servido por um garçom simpático como mostra a foto ao lado, tive um jantar, se não de gala, pelo menos melhor do que muitas refeições em solo, em termos de comes, bebes e serviço. Primeiro, champanhe, como deve ser. Para começar, depois de duas tacinhas de Moët & Chandon, uma boa salada de camarões com palmito, com os crustáceos bem cozidos e uma salada de folhas bonita, com juliana de cenoura e pimentões e um vinagrete que levantava a bola do conjunto. Na taça, um bom sauvignon blanc... Da África do Sul, é claro. Em seguida, um honesto tornedor de mignon vinha numa montagem escultural, sobre aspargos verdes, com couve-flor gratinada. Bom, ainda mais na companhia do Zorgvliet Cabernet Sauvignon 2005, um belíssimo vinho. Antes da sobremesa, no melhor estilo inglês, recebi um pratinho de crackers, queijos (cheddar e brie entre eles) e frutas (uvas brancas, damasco, nozes pecan). Encerrei com uma taça de Boplaas Cape Tawny Non Vintage, um belo vinho sul-africano no estilo porto. Dormi como um anjo. (Bruno Agostini)
Comer, voar, relaxar e roncar

O voo na classe executiva da Air France, a Affaires, surpreende antes do embarque. A sala VIP da companhia francesa é um oásis no nosso convalescente Galeão: tem vinho, champanhe, latinhas de Perrier, chazinho da Fauchon, croissants. Já a bordo do Boeing 777-300 descobri que é possível jantar bem e dormir feliz na viagem até o Charles de Gaulle. Enquanto assistia a “Comer, rezar, amar” na tela individual (o filme exibido em maio tinha tudo a ver com o momento), os comissários abriram os serviços com champanhe e vinho — a carta é selecionada pelo renomado sommelier Olivier Poussier.

O jantar teve de entrada foie gras com geleias, salmão defumado e salada de maçã — combinação difícil de dar errado. Como prato principal, aceitei a sugestão do dia: codorna assada com molho de erva-doce e lentilhas. A porção era generosa, bem $que as servidas na classe econômica da Air France, onde costumo me entupir com pãezinhos, servidos à vontade aos passageiros. A codorna não merecia estrela Michelin, mas estava honesta. Mais que satisfeita, pensei que não iria encarar a sobremesa. Mas devorei o trio formado por bolo de chocolate e laranja, tortinha de maçã e abacaxi com amêndoas, que não tinha nada a ver com os doces de aparência não-identificada que costumam vir nas refeições de avião. Tudo isso em pratos de porcelana, copos de cristal e talheres de inox.

Logo senti vontade de dormir. Reclinei a poltrona, transformando-a numa cama, com dois metros de comprimento e 61 centímetros de largura. Como nem tudo é perfeito, o passageiro ao meu lado ficou relaxado demais e roncou até a hora do café da manhã. (Silvia Rogar)

Estereótipos a dez mil metros

Franceses são bons na cozinha. Alemães entendem de cerveja. Certos estereótipos estão sempre presentes, mesmo a mais de dez mil metros de altitude. Foi o que comprovei em duas viagens recentes à Europa, a bordo de aeronaves de Air France e Lufthansa.

Comparando as duas experiências, e até usando lembrança de outros voos nos últimos anos, não tenho medo de dizer que o jantar do trecho Paris-Rio, servido pela Air France, foi o melhor que já me ofereceram numa classe econômica. Começou com uma boa quiche de frios, seguida pelo prato quente. Respondi “pasta” à simpática aeromoça e recebi uma porção de risoni (também chamada de orzo, uma massa em forma de arroz, servida como se fosse risoto) ao molho de açafrão e azeitonas pretas, que me surpreendeu positivamente. Acompanhando a refeição, vinho tinto francês, uma garrafa de água mineral, uma minibaguete e queijo camembert. Muffin de amora e mousse de chocolate fecharam bem o jantar.

Fiquei satisfeito, mas com uma pulga atrás da orelha: por que a refeição do voo saindo da Europa foi tão melhor que a comida servida no trecho Rio-Paris? Não que o frango com arroz e abobrinha, salada de cenoura e presunto e tortinha de maçã estivessem ruins. Estavam bem melhores do que o que foi oferecido pela Lufthansa num voo São Paulo-Frankfurt, por exemplo. Um tipo de presunto com molho à campanha ácido demais de entrada. Quando o comissário me perguntou “beef or pasta”, escolhi o primeiro e me arrependi: uma carne assada meio dura com arroz e legumes insossos. Com direito ao pão frio e borrachudo nosso de cada voo. Na sobremesa, um pudim de leite decente. O ponto positivo foi a cerveja alemã Wasteiner. Leve e quase gelada, mas só bebi uma latinha. Ao contrário do grupo de argentinos ao meu lado, exemplos de como o efeito do álcool é potencializado nas alturas. (Eduardo Maia)

Talher inox e 14 horas de fartura na econômica

As 14 horas do voo São Paulo-Dubai pela Emirates são de fartura na mesinha do assento da classe econômica. Em algum lugar do Oceano Atlântico, a primeira refeição servida é o café da manhã. Os talheres de aço inox com a logomarca da companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos são auxílio luxuoso para partir a rabanada recheada com queijo suíço derretido e peito de peru, servida com carne grelhada. A segunda opção seria omelete de espinafre. Pela reação dos passageiros vizinhos, deu para notar que fiz a escolha certa. Para acompanhar, todos ganharam um croissant incrivelmente quentinho, crocante por fora e macio por dentro. Mais suco de laranja e chá ou café. Três horas depois, as aeromoças de tailleur bege e chapeuzinho vermelho passam oferecendo sanduíches ou frutas, um lanche chamado de “como você preferir” no cardápio em três idiomas (inglês, português e árabe). Descansa um pouquinho e lá vêm mais guloseimas: três tipos de chocolates brasileiros a $gosto. Pode-se escolher um, dois ou até mesmo ficar com os três para comer durante a sessão de cinema na telinha particular. Adiante, quando o dia já está claro e o avião se aproxima da costa, é hora do almoço. Meu pecado foi escolher o frango com molho de mel e limão-galego, que não estava bem cozido. Os vizinhos que escolheram o ensopado de carne à brasileira pareciam mais felizes. O jeito foi comer a saladinha de cenoura, tomate e queijo. Pois nem o pão francês, duro e gelado, salvou.

No périplo da volta, não vi a cor dos lanches. O último almoço foi digno: não repeti o frango e fui de salmão com ervilhas. Para acompanhar, vinho no copo de plástico. Tanto na ida quanto na volta, percebi que as sobremesas da Emirates são calorias que não valem a pena. Antes de cada refeição principal, as aeromoças distribuem cheirosos lencinhos para as mãos em bandejas de prata — detalhe que faz lembrar que você está em um avião das arábias mesmo lá no fundão. (Joana Dale)


Na hora de escolher entre carne, frango ou massa, na classe econômica, prefiro carne: vem razoavelmente macia, envolta naquele molho ferrugem de sempre, alguns legumes para acompanhar —- purê de batatas e abobrinha, no caso. Na Iberia, os pratos não vão muito além disso, acompanhados de vinho espanhol. O jantar foi similar à refeição servida na mesma cabine da Air Canada, no fim de abril. Só que a salada, sempre que vem com pepinos e pimentões, dispenso. O melhor da refeição no voo para Madri foi a sobremesa: musse de maracujá — leve, nem doce nem azedo demais. Na hora do café: sanduíche de queijo e salame frio e suco de laranja ou abacaxi, bolo de forminha e frutas. Sem emoção. Na volta, o sanduíche de ciabatta estava honesto e o kit-kat servido no lanchinho foi quase uma alegria.

No voo da econômica da Air Canada, chamou a atenção a refeição vegetariana pedida pela vizinha — que disse ter gostado do prato encomendada com antecedência: hambúrguer de glúten, legumes, arroz e molho agridoce. O café da manhã veggie veio com tofu, mandioca, champignon, molho de tomate, pão e frutas. Quem embarca na executiva da Iberia recebe um cardápio preparado por quatro astros da gastronomia espanhola: Paco Roncero, Dani García, Ramón Freixa e Toño Pérez, que leva a bordo a diversidade da cozinha do país, com enfoque em sabores do Mediterrâneo, além de uma seleção de vinhos espanhóis. Na Air Canada, o cardápio da executiva traz além de suculentos filés, opções “NutriCuisine”, que significa ingredientes frescos e de excelente qualidade. Destas opções, escolhi o saboroso peixe com molho de ervas e temperinhos caprichados. (Cristina Massari)


"Emergente" sem vantagem
Uma dúvida sempre aparece na hora de comprar a passagem: é melhor pagar um montão de dinheiro para ir de executiva ou enfrentar a econômica e esbanjar após o desembarque? Aparentemente a questão seria resolvida com a opção pela tal econômica plus ou econômica de luxo que as companhias aéreas vêm oferecendo. Puro engano. A experiência mostrou que não vale gastar cerca de US$ 1 mil a mais por uma Rio-Londres-Rio para voar nessa “classe emergente” da British. O espaço nas cadeiras é um pouquinho maior, mas se não pagar para reservar lugar, pode-se cair num “meião”, o que praticamente anula a tal vantagem. Bom, imagina-se que o serviço será também um pouco — mesmo que pouquinho — melhor mas as esperanças acabam ao ser servido o primeiro lanche. O nome oficial do primeiro “petisco” é melhor não lembrar, mas o gosto infelizmente foi marcante: uma espécie de rolinho primavera recheado de cola com uns pedacinhos de galinha. Os outros pratos honraram o pior da tradição gastronômica inglesa. (Helena Celestino)
Para compensar o massacre do fuso, alta gastronomia
Sair às 9h de Londres e desembarcar em Tóquio às 4h (hora local) do dia seguinte, após quase 12 horas de voo, é um massacre. Se você já fez o trecho Rio-Londres no dia anterior então, pode desistir: não há tela touch-screen e lista de filmes novos que salve a pátria. O tempo não passa de jeito nenhum e a diferença de fuso horário deixa a mente apatetada, portanto, só nos resta comer. O cardápio da classe executiva da British Airways é apresentado como um exemplo de “alta gastronomia criado para maximizar o gosto na altitude”. Talvez seja um pouco de exagero, mas não dá para reclamar das refeições a bordo.
O café da manhã, servido cerca de uma hora após a decolagem, é simpático. Smoothie de pêssego e damasco pode ser acompanhado de frutas frescas ou iogurte com nozes, granola e geleia. Os pãezinhos não parecem pedra, como é comum em tantos voos, e seria perfeito se tudo parasse por aí, mas ainda tem o prato principal, que é o ponto fraco da refeição. As opções de ovos mexidos ao estilo britânico (com bacon, salsicha, tomate e batata) ou ovos com queijo e muffin são feiosas. A parte boa é poder se servir à vontade — durante o interminável trajeto — de lanchinhos calóricos mas reconfortantes, como batata chips, sanduíches, chocolates e refrigerantes. Vinhos e café ou chá também ficam à disposição dos passageiros.
A segunda refeição é gostosa e vale provar um dos pratos, mesmo que você tenha beliscado nervosamente o voo inteiro. As entradas são uma salada de pepino e camarão, bem oriental, ou salada de tomate, mozarela e manjericão. Saladinha de folhas com molho vinagrete também acompanha o prato principal. A escolha fica entre filé mignon com feijão verde e batatas cozidas, curry de legumes ou pato defumado. Gâteau de chocolate e sorvete completam a dose de açúcar necessária para aguentar o jetlag, além dos tradicionais queijos e frutas antes do café.
Se isso não for suficiente, resta o álcool. O menu inclui kir royale e dois tipos de champanhe: Lanson Black Label e Ayala Brut Majeur. Os vinhos franceses são o Chablis 2009 (branco) e o Château de La Riviere 2004 (tinto). Os australianos ficam entre o Vasse Felix Sémillion (branco) e o Langmeil Three Gardens.
  • Diário de Pernambuco

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